Num comunicado oficial, o Equador restringiu temporariamente o acesso pessoal à internet de Julian Assange na embaixada Equatoriana em Londres. Segundo o comunicado, a razão pelo bloqueio é devida à intervenção de Julian Assange nas eleições presidenciais dos EUA, com a publicação de documentos que visam activamente a descredibilização de Hillary Clinton. Segundo o comunicado, o “Governo do Equador respeita o princípio de não intervenção nos aspetos internos de outros estados”.
Recentemente, vários emails do comité democrático e de um conselheiro da campanha foram disponibilizados pela WikiLeaks, com informações comprometedoras para o partido democrático e Hillary Clinton. A Rússia foi formalmente acusada pelos EUA de serem a fonte deste acesso ilegal, com o objetivo de influenciar as eleições.
O Equador, no entanto, reafirma a sua posição em fornecer asilo a Assange na sua embaixada. Assange encontra-se retido na embaixada equatoriana para evitar a justiça norte americana, que o persegue pelos documentos revelados por Chelsea Manning no site WikiLeaks. É também procurado pela Suécia por crimes de assédio sexual. Assange já afirmou que se entregaria à justiça sueca com a promessa de que não seja extraditado para os EUA.





