Os detalhes da Emenda de Kigalli ao Protocolo de Montreal foram finalizados por mais de 170 nações em Kigalli, Ruanda. Com esta emenda, o Protocolo de Montreal de 1987 que visava a protecção da camada de ozono, tem agora debaixo da sua jurisdição gases de efeito de estufa: os HFCs. Estes gases foram usados como substitutos para os CFCs na industria da refrigeração após o seu banimento pelo Protocolo de Montreal. Infelizmente, apesar de serem inócuos para a camada de ozono, acabaram por ser 1430 vezes piores que o dióxido de carbono para o aquecimento global.
Com esta emenda, as nações serão divididas em 3 grupos. Os países mais ricos (América do Norte, Europa) irão eliminar a produção e consumo de HFCs até 2018, reduzindo-os para 15% dos níveis de 2012 até 2036. A maioria dos restantes Países (Ásia, África, América do Sul) eliminarão a produção e consumo até 2024, reduzindo os níveis dos gases para 20% dos níveis (projectados) de 2021 até 2045. Um último e mais pequeno grupo de países mais quentes (Índia, Paquistão, Irão, Arábia Saudita e Kuwait) apenas terão que eliminar o consumo e produção até 2028, reduzindo para 15% dos (projectados) níveis de 2025 até 2047.
Certos países e ambientalistas estão a criticar o acordo por ser leve de mais, mas considerando-o, não obstante, um passo importante. “Não é o melhor acordo que poderíamos ter tido, mas é um bom acordo. O Protocolo de Montreal tem um historial de ser efectivo. É um passo para a sobrevivência da nossa ilha, mas precisamos de dar mais passos.” disse Mattlan Zackhras, um negociador das Ilhas Marshall.
Alguns dos países mais quentes e pobres de África decidiram se colocar no grupo intermédio e não no mais leve pois, apesar de muitos africanos não terem ar condicionado, estes consideram combater alterações climáticas uma maior prioridade.





