Membros das diferentes delegações das Nações Unidas reúnem-se em Ruanda entre 10 e 14 de Outubro para adicionar novos gases ao Protocolo de Montreal. Este protocolo de 1987 visava gazes que destruíam a camada de ozono, CFCs, mas esta nova emenda baniria HFCs, gases de efeito de estufa. Após o Acordo para o Ambiente de Paris, este será o próximo grande passo a nível ambiental para tentar travar os efeitos do aquecimento global.
Hidrofluorcarbonetos, HFCs, são gases agora usados como substitutos para os CFCs, pois não destroem a camada do ozono. São, no entanto, enormemente destrutivos para o aquecimento global, tendo um efeito de estufa 1430 vezes superior ao do dióxido de carbono.
Com esta nova emenda, ainda a ser discutida, estes gases seriam proibidos em novos produtos. Actualmente representam apenas 1% dos gases de efeito de estufa mas com o actual não controlado crescimento, podem representar 12% em 2050, o que significa que podem provocar um aumento máximo da temperatura média global de 0.1ºC em 2050 e 0.5ºC em 2100. O aumento mínimo fica pelos 0.35ºC em 2100. Esta planeada proibição de HFCs pode significar remover da atmosfera o equivalente a entre 125 e 200 mil milhões de toneladas de CO2 até 2050.
Tendo em conta os objectivos do Acordo de Paris para manter o aumento da temperatura global inferior a 2ºC em relação a níveis pré Era Industrial, estes valores tornam-se muito mais significativos. Um problema com estes acordos é como substituir estes gases por outros inócuos de maneira a que custos excessivos não impeçam nações mais pobres de terem devida refrigeração ou mesmo países muito quentes (como os do médio oriente) poderem ter refrigeração eficaz o suficiente para o contrariar.





